Somos alunos da escola Cidade de Castelo Branco, do 9.º ano da turma A. Construímos este Blog com a finalidade de mostrar a nossa sabedoria sobre a História.

29
Mai 09

Nos anos 60/70, a vida na aldeia era difícil. Trabalhava-se todo o dia, as pessoas levantavam-se muito cedo e depois, nas horas de maior calor, dormiam e, ao sol-posto, regavam a horta. O meu padrasto contou-me que, nos tempos livres, ia ajudar os seus pais na agricultura ou na criação dos animais. Por isso, havia pessoas que nem iam à escola, porque tinham de ajudar os pais nos trabalhos.No Inverno, a família toda tinha de ir para a apanha da azeitona.

O pai do meu padrasto e o meu padrasto iam colher a azeitona e a mãe dele apanhava a azeitona do chão.

O meu padrasto lembra-se que a sua alimentação era reduzida: comiam-se legumes, saladas, couves, tudo o que se conseguia produzir na horta. Nas refeições, só se comia um prato, ou seja, ou se comia sopa ou só o segundo prato. Para adquirir peixe, no fim-de-semana, passava o peixeiro pelas aldeias, que trazia peixe em caixas dentro da carroça puxada por um burro.

Para pagamento do peixe, entregavam ovos e, se não tivessem ovos, pagavam com dinheiro. A carne que se comia era adquirida dos animais criados. Como não havia electricidade e como o meu padrasto tinha de ajudar a família nos trabalhos, ele fazia os trabalhos da escola à noite, com a luz da candeia a petróleo. Também não havia água canalizada e as pessoas passavam parte do tempo a transportar água da fonte pública para casa. Isso ajudava a fazer mais convívio.
Em caso de doença, bebiam-se muitos chás. Por ano, iam enfermeiras às escolas vacinar os alunos. Não havia centro médico nas aldeias e, se houvesse algum problema grave, iam ao hospital de Abrantes.
Os brinquedos do meu padrasto eram comboios de latas de atum e conservas.
Ele contou-me que, na Escola, a professora comprava a maioria das coisas necessárias, ou seja, materiais escolares necessários e depois, quando a professora os entregasse, os pais tinham de pagar.
Sobre a roupa, havia dois fatos, era o do Domingo, quando iam à missa, e o outro para de semana. E era assim a vida na aldeia de Domingos da Vinha.

 

 

 

 

 

Cristiano Lopes

publicado por turma9a-ap às 00:14

28
Mai 09

Nos anos 50-60, a vida era muito difícil. Havia muito trabalho, mas ganhava-se muito pouco. O meu avô tinha de fazer 5 quilómetros para ir trabalhar nas obras, trabalho difícil e complicado. A alimentação era a base de couves com feijão, quase todos os dias. Também se comia sardinhas assadas, uma sardinha para 2 pessoas, e bacalhau com batatas.

Depois vieram os anos 60-70 e, com a mudança do governo de Salazar para Marcelo Caetano, começou-se a viver melhor. Quem trabalhava recebia assistência médica e davam-se abonos a quem tinha filhos.

Em 1975, chegou a electricidade e a água canalizada a casa. O primeiro carro do meu avô foi um Renault.

Só em 1976, a sua casa teve televisão e telefone.

O dinheiro que ganhava era para a educação dos seus três filhos, que conseguiram tirar o 9º ano.

A roupa era calças e uma camisa para o trabalho, que servia para a semana toda, e nas celebrações usava o seu melhor fato.

Os tempos livres eram brincar com os filhos e o resto do tempo trabalhar numa pequena horta que tinha ao pé de casa. O Carnaval celebrava-se com a família pelas ruas e ao domingo passeava com a mulher e filhos.

 

 

Desfile de Carnaval

 

 

Divertimento numa festa

 

Cristiano Lopes

publicado por turma9a-ap às 23:26

Nos anos 60, o meu tio João teve que emigrar para França, à procura de uma vida melhor. Como ele não tinha documentos, teve de ir a salto (escondido), com uns contrabandistas. Foi- se embora de Castelo Branco durante a noite, pois, como iam ilegais, caminhavam de noite. Uma vez os guardas viram-nos e eles começaram a fugir. Mas conseguiram apanhar o meu tio e, devido a não ter os seus documentos, foi preso. Passou a noite preso e, de manhã, para poder sair, deu ao guarda o dinheiro que trazia consigo, quinhentos escudos.

Depois o homem que os guiava foi buscá-lo e levou-o de volta para ao pé dos outros. À noite, voltaram a caminhar e, até chegarem a França, não tiveram mais nenhum contratempo.

 

Mariana Lourenço

publicado por turma9a-ap às 23:05

Nos anos 70, século XX, o meu avô Adelino, movido por questões económicas, foi obrigado a emigrar para Luxemburgo, deixando a família em Portugal.

A viagem de Portugal ao Luxemburgo fez-se com bastantes sobressaltos, porque o comboio teve um descarrilamento. Neste acidente, várias foram as pessoas que faleceram, entre as quais amigos do meu avô. Porém, ele chegou são e salvo ao seu destino. Esteve em Luxemburgo cerca de dois anos, onde trabalhou como pedreiro. Mas, como as condições climatéricas eram desfavoráveis ao problema de ossos do meu avô (reumático), ele viu-se obrigado a regressar a Portugal. Chegando a Portugal, voltou para ao pé da família que tinha deixado e procurou de novo trabalho, mas agora no seu país.

 

 Mariana Lourenço

publicado por turma9a-ap às 23:01

A vinte de Abril de 1959, nasceu um bebé, em Penha Garcia. Era o meu pai, filho de gente humilde e honesta. A sua habitação era feita de pedra e barro, sem água canalizada, nem luz eléctrica. A sua alimentação era cozinhada ao lume da lareira. Comiam-se os produtos extraídos da terra, como por exemplo batatas, feijão, couves, cebolas, saladas, tomates, etc., e produtos de origem animal: carne, leite e queijo.

Os tempos livres eram ocupados a brincar com os amigos vizinhos, em diversos jogos: ao apanha, ao berlinde, ao arco, aos escondidinhos, ao pise, à bola. No Verão, passavam quase todo o tempo na ribeira a nadar e apanhar peixe à marra.

Quando estava doente, ia ao barbeiro da aldeia, que era quem sabia das mezinhas farmacêuticas caseiras.

Naquela altura, o vestuário era feito pelas costureiras e outras pessoas da aldeia.

Os transportes eram o burro e o cavalo.

Ouvia-se a rádio a pilhas.

O dia-a-dia resumia-se a tomar banho, ir à escola e à catequese, brincar e ajudar os pais na horta ou a guardar os animais.

O meu pai, na sua infância.

 

 

 

 

Elisabete Canilho

publicado por turma9a-ap às 22:15

27
Mai 09

Os meus avós maternos, durante os anos 60, viviam na Taberna Seca, concelho de Castelo Branco.

Cada vez que tinham necessidade de se deslocar a Castelo Branco, quer para ir ao médico ou ir tratar de assuntos pessoais, tinham de se deslocar a pé, por caminhos em muito mau estado. Por vezes, para atalharem, tinham de andar a subir montes.
Só os mais ricos é que tinham carros e havia falta de transportes públicos. Os poucos que existiam eram caros e as pessoas não tinham dinheiro para andar neles.
 
 
 
Ricardo Barata
publicado por turma9a-ap às 21:00

Os meus avós maternos, durante grande parte das suas vidas, viveram numa aldeia nos arredores de Castelo Branco, chamada Taberna Seca.

Para se alimentarem, tinham de trabalhar todo e dia e ainda cultivar alguns alimentos. Não tinham tempos livres, pois passavam o dia todo a trabalhar. Quando havia algum problema de saúde, tinham de vir a Castelo Branco.
A nível da educação, a minha avó pouco tempo foi à escola, pois o seu pai precisava de ajuda com o rebanho de ovelhas. O meu avô andou na escola até ao segundo ano.
Quando precisavam de ir a Castelo Branco ou até ao registo, que era em Benquerenças, iam a pé.
Não tinham televisão, nem rádio, pois eram coisas bastantes caras.
As suas vidas baseavam-se em trabalhar para ganhar dinheiro para se sustentarem. A minha avó era lavadeira, mas também ia ajudar na ceifa, para ganhar mais dinheiro. O meu avô trabalhava na metalomecânica e, para ganhar mais dinheiro, fazia a limpeza das oliveiras.
Ao fim de alguns anos e de muito suor derramado, compraram uma casa, em Castelo Branco, e assim as suas vidas melhoraram.
 

 

Taberna Seca - Castelo Branco - Igreja Matriz

 
Ricardo Barata
publicado por turma9a-ap às 20:50

26
Mai 09

 Os meus avós emigraram para a França, clandestinamente, onde permaneceram vários anos. O meu avô começou por trabalhar na construção civil, mais tarde foi trabalhar para uma fábrica de açúcar. Era um trabalho muito duro, em que ele trabalhava 16 horas seguidas sem parar. A minha avó, nos primeiros 7 anos, não trabalhou, devido a problemas de saúde. Ela não conseguia habituar-se ao clima e estava sempre internada no hospital. Foi operada ao coração e, mais ou menos nesse período, ela teve 2 filhos (primeiro o meu pai e depois o meu tio). A minha avó regressou a Portugal com os dois filhos e o meu avô permaneceu mais uns anos na França e depois regressou a Portugal. O pouco dinheiro que eles ganharam, na França, deu para construir uma casa nos Pereiros, uma aldeia da freguesia de S. Vicente da Beira e do concelho de Castelo Branco.

 

 

A minha avó Maria Carminda Varanda Rodrigues

 

 

 

O meu avô Manuel Rodrigues.

Hélder Rodrigues

publicado por turma9a-ap às 23:07

24
Mai 09

 

Conforme me contou, o meu tio assentou praça, no ano de 1963, em Caldas da Rainha, com 21 anos. Após 3 meses de recruta e outros tantos de especialidade, foi mobilizado, em Janeiro de 1964, para o ultramar, mais concretamente para Binar, onde permaneceu 2 anos e 1 mês, sempre em zona do mato.

 O meu tio, à esquerda, junto do aquartelamento

 

Durante todo este tempo, ficou sujeito a todos os contratempos que daí resultaram, começando pelo inevitável confronto armado com as forças contrárias (as quais estavam a defender a sua terra), sofreu fome, sede e apanhou a doença comum tropical que era o paludismo.

Durante todo o tempo que lá passou e nas inúmeras patrulhas que efectuou, sofreu emboscadas, das quais alguns dos seus colegas sofreram graves ferimentos e

outros perderam a vida, o que, na sua vida futura, veio a afectar o seu estado psicológico, pois foram traumas que lhe ficaram gravados na memória e para os quais não havia qualquer tratamento, a não ser ter de viver com eles.

 Helicóptero a evacuar um ferido

 

Nos principais dias de festa, como a Páscoa, Natal e Passagem do Ano, os “Turras” (nome que davam aos habitantes de lá que andavam na guerra), efectuavam ataques directos e inesperados ao aquartelamento, o que os obrigava a deixar a comemoração dos festejos e ter de pegar em armas, para não serem mortos.

Durante todo este tempo, o mais custoso foi a separação da família, com especial relevância da namorada, pois o único meio de comunicação era a carta que escreviam, fornecida pelo Movimento Nacional Feminino, chamado aerograma, o qual não carecia de qualquer selo.

Houve, contudo, um dos momentos mais marcantes da sua estadia no Ultramar.

Certo dia, ao serem escalados para irem fazer uma emboscada aos “Turras”, estes aperceberam-se e posicionaram-se para os receber.

Após confrontos violentos, houve muitas baixas tanto do seu pelotão como do lado contrário, valendo para salvação dos restantes, onde ele se encontrava, a intervenção da aviação portuguesa.

Como se fez de noite, tiveram de ali acampar, para procederem, no dia seguinte, à evacuação dos feridos e mortos, como também para poderem regressar ao quartel mais tranquilamente.

Findo o seu tempo de serviço, regressou à Metrópole, em 1966. 

O meu tio no mato

 

 João Ascenção

publicado por turma9a-ap às 22:04

A vida nas aldeias, nos anos 50, 60 e 70 era bastante complicada. A aldeia dos meus avós paternos é a Paradanta, freguesia de São Vicente da Beira, concelho de Castelo Branco. A aldeia dos meus avós maternos é Ribeira de Eiras, freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco. Os meus avós trabalhavam muito e ganhavam muito pouco, dizem que ganhavam 1 tostão por dia e trabalhavam de sol a sol.

Para chegarem ao local de trabalho, ainda tinham que andar muito tempo a pé, tendo que partir de noite, para chegar ao nascer do sol. Quando voltavam a casa, ainda tinham de tratar dos terrenos e dos animais que possuíam.

Os meus avós faziam uma panela de sopa no fim-de-semana para chegar até ao fim de semana seguinte. Sopa, pão, azeitonas, legumes da horta e alguma carne dos animais que criavam eram a sua alimentação.

O meu avô paterno disse que, até aos 12 anos, andava sempre descalço, pois não havia dinheiro para comprar sapatos. Já o meu avô materno não passou por tantas dificuldades, pois eram só 3 irmãos, enquanto que o meu avô paterno eram 6.

 

 

Os meus avós maternos

 

 

 

 Andreia Caetano

publicado por turma9a-ap às 20:24

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