Somos alunos da escola Cidade de Castelo Branco, do 9.º ano da turma A. Construímos este Blog com a finalidade de mostrar a nossa sabedoria sobre a História.

16
Mar 09

 A Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), criada em 1933, foi substituída pela PIDE que herdou a sua estrutura, métodos e funções.

 

A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), entre 1945 e 1969, foi a Polícia Política Portuguesa.

A PIDE foi realmente uma polícia política, cuja principal função consistiu na repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar. A função da PIDE ia além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.

Exercia actividade em todo o território português, no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas pela Gestapo.

A PIDE era temida pela utilização da tortura e foi responsável por alguns crimes sangrentos, como o assassinato do militante do Partido Comunista Português (PCP) José Dias Coelho e do General Humberto Delgado.

 

 

 

Mariana Lourenço

 

publicado por turma9a-ap às 21:53

15
Mar 09

A Organização Nacional Mocidade Portuguesa, vulgarmente conhecida apenas como Mocidade Portuguesa (MP), era uma organização juvenil do Estado Novo.

Foi criada por decreto, em 1936, e era destinada a todas as crianças e jovens, sendo de inscrição obrigatória.

Deviam pertencer a ela os jovens dos sete aos catorze anos. Os seus membros encontravan-se dividodos por quatro escalões etários: os luisto (dos sete aos 10 anos), os infames (dos 10 aos 14 anos), os vanguardistas (dos 14 aos 17 anos) eos cadetes (dos 17 aos 25 anos).

Em 25 de Abril de 1974, a Junta da Salvação Nacional procedeu à sua extinção imediata.

 

A Mocidade Portuguesa estava dotada de um hino:

 

Lá vamos cantando e rindo

Levados levados sim
Pela voz do som tremendo
Das tubas clamor sem fim

Lá vamos que o sonho é lindo
Torres e torres erguendo
Clarões, clareiras abrindo
Alva de luz imortal
Que roxas névoas despedaçam
Doiram os céus de Portugal

Querer querer e lá vamos
Tronco em flor estende os ramos
À mocidade que passa

Cale-se a voz que turbada
já de si mesmo, se espanta.
Cesse dos ventos, a infâmia
ante a clara madrugada,
em nossas almas nascida.

E por ti, ó Lusitânia,
corpo de Amor, Terra Santa.
Pátria, serás celebrada
e por nós, serás erguida.
Erguida ao alto da Vida.

Lá vamos, cantando e rindo”

 

 

Bandeira da Mocidade Portuguesa

 

 

Andreia Caetano

 

publicado por turma9a-ap às 15:15

12
Mar 09

O Campo de concentração do Tarrafal localizava-se na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Foi criado pelo Governo de Salazar (Estado Novo).

O campo de concentração do Tarrafal começou a funcionar a 26 de Outubro de 1936.

O objectivo era afastar de Portugal as pessoas que eram contra o Estado Novo de António de Oliveira Salazar.

Eram levados para lá os prisioneiros que não respeitassem o Estado Novo, as pessoas que fizessem greves e que pertencessem a organizações para levar abaixo o regime de Salazar.

Foram mortos 37 portugueses no campo do Tarrafal. O campo foi encerrado em 1954.

 

 

Edifícios das celas do Campo do Tarrafal

 

 

Cristiano Lopes

 

publicado por turma9a-ap às 18:09

 A União Nacional (UN) foi fundada em 30 de Julho de 1930, constituída para apoiar a criação e a manutenção do regime político que se estabeleceu em Portugal com a aprovação da Constituição de 1933 - o Estado Novo. Era o único partido político legalmente constituído, ainda que, segundo os seus estatutos (inspirados por Salazar), este agrupamento não tivesse o nome de partido, já que, segundo o ditador, os partidos (que regeram a república até 1926) dividiam a sociedade portuguesa, ao passo que esta agremiação, pelo seu nome (União Nacional), se destinava a unir todos os Portugueses em seu torno.

Só em 1932 é que, por decreto, se publicaram os estatutos da organização. Mas logo, em 12 de Fevereiro de 1932, o jornal “O Século” publicou uma exposição de José Vicente de Freitas contra o projecto de constituição, considerando que, além da corrente nacionalista, havia outra francamente republicana, que, sem de nenhuma maneira defender o regresso à ordem política criada pela Constituição de 1911, era francamente liberal e democrática.

 

 

 

Bandeira da União Nacional

 

 

 

 

Cartaz eleitoral sobre a lista da União Nacional

 

Andreia Caetano

publicado por turma9a-ap às 18:05

 

Foi o governo de Domingos Oliveira que decretou o partido único do regime, a União Nacional, em 30 de Julho de 1930. O seu chefe era Salazar.

A União Nacional era uma associação política com personalidade jurídica, independente do Estado, destinada a promover e assegurar, na ordem política, a realização e a defesa dos objectivos da Revolução de 28 de Maio de 1926 e dos princípios inspiradores da Constituição de 1933.

 

Elisabete Canilho

 

publicado por turma9a-ap às 18:01

 

Presidente do Conselho de Ministro, Salazar, elaborou uma nova constituição “a Constituição de 1933”. A constituição foi aprovada em plebiscito. A constituição de 1933 não era democrática, porque os direitos dos cidadãos não eram minimamente respeitados e as eleições não eram livres. A constituição permitia o autoritarismo Salazarista.

 

Pela constituição de 1933, o poder político estava organizado pela seguinte ordem: o poder executivo cabia ao Presidente da República e ao Governo, chefiado pelo Presidente do Conselho. O poder legislativo cabia à Assembleia Nacional e ao Governo. O poder judicial pertencia aos tribunais. Com a Constituição de 1833, terminou o período da Ditadura Militar e iniciou-se um novo período ditatorial. Começou-se a chamar a esse período “Estado Novo” (1933-1968).

 

 

 

Elisabete Canilho

publicado por turma9a-ap às 17:42

O regime salazarista, ao contrário da 1ª República, que defendia o liberalismo económico, preferiu intervir na economia através de uma política de proteccionismo e de dirigismo.

No domínio da agricultura, o Estado Português lançou a Campanha do Trigo, em 1929, para incentivar o cultivo do trigo, através da atribuição de uma série de regalias a quem o cultivasse.

Esta campanha consistiu em demonstrações técnicas de uso de adubos, assistência de agricultores e escolha de sementes.

A Campanha do Trigo tinha como objectivos: alargar as áreas destinadas ao cultivo de cereais; possibilitar o aumento da produção; contribuir para a auto-suficiência alimentar.

Embora se tenham conseguido aumentos da produção e até excedentes, no ano de 1932, a Campanha do Trigo foi responsável pela acentuada erosão de muitos solos.

Esta campanha levou a um intenso aproveitamento agrícola dos terrenos pobres. Abandonou-se quase por completo o tradicional sistema de rotação de culturas, deixando de se cumprir os prazos mínimos de pousio. Isto provocou um esgotamento dos solos.

 

 

Aniversário da Campanha do Trigo

 

 

 

João Ascenção

publicado por turma9a-ap às 17:36

11
Mar 09

O império colonial foi utilizado pelo “Estado Novo” como uns dos temas da propaganda nacionalista, sendo considerado pela extensão dos seus territórios umas das provas da grandeza de Portugal.

 

 

 

Geoffroy Herville

publicado por turma9a-ap às 20:47

Nasceu em 1889, em Santa Comba Dão, descendente de uma família de pequenos proprietários agrícolas.

A sua educação foi marcada pelo Catolicismo, chegando a frequentar um seminário. Mais tarde, estudou na Universidade de Coimbra, onde depois veio a ser professor de Economia Política.

Ainda durante a 1ª República, Salazar iniciou a sua carreira política como deputado católico para o Parlamento Republicano, em 1921.

Já em plena Ditadura Militar, Salazar foi nomeado para Ministro das Finanças (cargo que só exerceu por quatro dias, por não lhe terem sido delegados todos os poderes que exigia). Quando Óscar Carmona chegou a Presidente da República, Salazar regressou à pasta das Finanças, com todas as condições exigidas.

Em 14 de Maio de 1928, publicou a Reforma Orçamental, o que contribuiu para que o ano económico de 1928-29 registasse um saldo positivo.

O sucesso obtido na pasta das Finanças tornou-o, em 1932, chefe de governo. Em 1933, com a aprovação da nova Constituição, formou-se o Estado Novo.

O declínio do império salazarista acelerou-se a partir de 1961. É afastado do governo, em 1968, por motivo de doença, sendo substituído por Marcello Caetano.

Acabaria por falecer em Lisboa, a 27 de Julho de 1970.

 

 

 

Mariana Lourenço

publicado por turma9a-ap às 20:36

09
Mar 09

Fernando Pessoa:

 

António de Oliveira Salazar.
Três nomes em sequência regular...
António é António
Oliveira é uma árvore
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.


Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal
E sob o céu
Fica só azar, é natural.

Oh, c'os diabos!
Parece que já choveu...


Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho...

Bebe a verdade
E a liberdade.
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.

Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé.

Mas ninguém sabe porquê.

Mas enfim é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé.
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho
Nem até
Café.

 

 

Abel Manta:

 

 

 

 

Ricardo Barata

publicado por turma9a-ap às 22:16

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