Somos alunos da escola Cidade de Castelo Branco, do 9.º ano da turma A. Construímos este Blog com a finalidade de mostrar a nossa sabedoria sobre a História.

14
Jun 09

No tempo de Salazar, Portugal estava muito isolado dos outros países, e o povo vivia em grande pobreza, por isso, os Portugueses começaram a emigrar. Mas Salazar não deixava sair ninguém sem ter a “carta de chamada”, que era uma garantia de trabalho no exterior.            

Mas muitos não a conseguiram arranjar e emigraram clandestinamente. Iam “a salto”. Nas fronteiras, escolhiam as zonas de serras inóspitas para não serem apanhados. Eram orientados e encaminhados por “passadores” que lhes levavam muito dinheiro. Em 1960 levavam 8000 escudos agora cerca de 4000 euros. E aqueles que ficavam para traz (nos Pirenéus, por exemplo) eram abandonados pelo grupo. Alguns lá morreram. A maioria dos emigrantes ia para França. Alguns mandavam muito dinheiro à família. Em Bogas de Baixo o João Abílio mandava ao pai Manuel Abílio uma mesada de 10000 escudos agora seriam 500 euros e um professor ganhava 3000 escudos (agora 1500 euros). O pai gabava-se e dizia: “O meu João… é damáis! manda-me dez contos por mês!”

Havia um outro emigrante em França que, quando vinha à sua aldeia em Portugal dizia, batendo com a mão no sítio onde tinha a carteira, no bolso do casaco: “Aqui hai-o!”, chamavam-no o “caguetas” (gabarola).

Os emigrantes, sobretudo os que foram para a Europa – França, Suíça, Bélgica, Luxemburgo, e outros, melhoraram muito a sua vida e a economia de Portugal, porque mandavam para cá as suas poupanças. Todos construíram na sua aldeia uma casa/vivenda tipo “maison”, e presentemente muitos regressaram e vivem nas suas terras com boas reformas. Outros ficaram por lá, sobretudo aqueles cujos filhos estudaram nesses países e se integraram bem nas sociedades locais.

 

 

 

Luís Dias Rodrigues Gama                                            

publicado por turma9a-ap às 16:19

08
Jun 09

 

Alimentação:

Muitas aldeias desta região viviam muito isoladas do exterior, rodeadas de pinhais e longe das vilas e cidades.

Só se saía de lá à pé, de burro ou num carro de bois, por isso só lá chegavam alguns produtos de mercearia: arroz, açúcar, massa, etc. Estas aldeias eram quase obrigadas a ser auto-suficientes em produtos alimentares.

Agricultura:

Nas terras mais férteis, nas margens do rio Zêzere e das ribeiras que para ele confluíam, cultivavam o milho, com o qual faziam o pão (broa) e o centeio, mas em pequenas quantidades. Era muito raro alguém cultivar trigo. O pão de trigo só se comia nas festas ou quando alguém o trazia da vila.

No meio do milho, plantava-se o feijão, a abóbora e por vezes a melancia e o melão. Nas barrocas, onde houvesse alguma fonte, localizavam-se as hortas, onde se cultivavam todas as espécies de vegetais e alguns frutos.

Tempos Livres:

A vida nas aldeias era de muito trabalho, mas as crianças e os jovens sempre arranjavam tempo para se divertir. As crianças faziam os seus próprios brinquedos. Os rapazes faziam fisgas, pistolas de pau de sabugueiro, piões e bolas de trapo. As raparigas divertiam-se com bonecas de trapos, cantigas, danças de roda e jogos de chão: macaca e outros.

Os rapazes procuravam namorar as raparigas quando estas iam à fonte, de cântaro à cabeça, ou quando iam à horta buscar hortaliças para as refeições.

Na altura das festas havia as danças ou contra-danças com coreografias.

A Educação:

A maioria das crianças ficavam pela 4ª classe, estudar fora das aldeias ficava muito caro, pelo que a maioria das famílias mandava os seus filhos para os seminários, considerados os colégios dos pobres. A maioria deles não chegavam a padre, alguns continuavam estudos nas universidades.

A Moda:

Algumas senhoras e raparigas mandavam vir das cidades as revistas da moda, como por exemplo: “Moda e Bordados”, “Fada do Lar”, e outras.

As costureiras tentavam copiar os vestidos das artistas de teatro, cançonetistas e outras vedetas.

Os homens, no trabalho, usavam fatos de cotim, para os domingos e para as festas tinham um fato de fazenda.

 

Irmãos e irmã do meu pai

Casamento dos avós do meu pai

 

Luís Rodrigues Dias Gama

 

publicado por turma9a-ap às 23:21

29
Mai 09

Nos anos 60/70, a vida na aldeia era difícil. Trabalhava-se todo o dia, as pessoas levantavam-se muito cedo e depois, nas horas de maior calor, dormiam e, ao sol-posto, regavam a horta. O meu padrasto contou-me que, nos tempos livres, ia ajudar os seus pais na agricultura ou na criação dos animais. Por isso, havia pessoas que nem iam à escola, porque tinham de ajudar os pais nos trabalhos.No Inverno, a família toda tinha de ir para a apanha da azeitona.

O pai do meu padrasto e o meu padrasto iam colher a azeitona e a mãe dele apanhava a azeitona do chão.

O meu padrasto lembra-se que a sua alimentação era reduzida: comiam-se legumes, saladas, couves, tudo o que se conseguia produzir na horta. Nas refeições, só se comia um prato, ou seja, ou se comia sopa ou só o segundo prato. Para adquirir peixe, no fim-de-semana, passava o peixeiro pelas aldeias, que trazia peixe em caixas dentro da carroça puxada por um burro.

Para pagamento do peixe, entregavam ovos e, se não tivessem ovos, pagavam com dinheiro. A carne que se comia era adquirida dos animais criados. Como não havia electricidade e como o meu padrasto tinha de ajudar a família nos trabalhos, ele fazia os trabalhos da escola à noite, com a luz da candeia a petróleo. Também não havia água canalizada e as pessoas passavam parte do tempo a transportar água da fonte pública para casa. Isso ajudava a fazer mais convívio.
Em caso de doença, bebiam-se muitos chás. Por ano, iam enfermeiras às escolas vacinar os alunos. Não havia centro médico nas aldeias e, se houvesse algum problema grave, iam ao hospital de Abrantes.
Os brinquedos do meu padrasto eram comboios de latas de atum e conservas.
Ele contou-me que, na Escola, a professora comprava a maioria das coisas necessárias, ou seja, materiais escolares necessários e depois, quando a professora os entregasse, os pais tinham de pagar.
Sobre a roupa, havia dois fatos, era o do Domingo, quando iam à missa, e o outro para de semana. E era assim a vida na aldeia de Domingos da Vinha.

 

 

 

 

 

Cristiano Lopes

publicado por turma9a-ap às 00:14

28
Mai 09

Nos anos 50-60, a vida era muito difícil. Havia muito trabalho, mas ganhava-se muito pouco. O meu avô tinha de fazer 5 quilómetros para ir trabalhar nas obras, trabalho difícil e complicado. A alimentação era a base de couves com feijão, quase todos os dias. Também se comia sardinhas assadas, uma sardinha para 2 pessoas, e bacalhau com batatas.

Depois vieram os anos 60-70 e, com a mudança do governo de Salazar para Marcelo Caetano, começou-se a viver melhor. Quem trabalhava recebia assistência médica e davam-se abonos a quem tinha filhos.

Em 1975, chegou a electricidade e a água canalizada a casa. O primeiro carro do meu avô foi um Renault.

Só em 1976, a sua casa teve televisão e telefone.

O dinheiro que ganhava era para a educação dos seus três filhos, que conseguiram tirar o 9º ano.

A roupa era calças e uma camisa para o trabalho, que servia para a semana toda, e nas celebrações usava o seu melhor fato.

Os tempos livres eram brincar com os filhos e o resto do tempo trabalhar numa pequena horta que tinha ao pé de casa. O Carnaval celebrava-se com a família pelas ruas e ao domingo passeava com a mulher e filhos.

 

 

Desfile de Carnaval

 

 

Divertimento numa festa

 

Cristiano Lopes

publicado por turma9a-ap às 23:26

Nos anos 60, o meu tio João teve que emigrar para França, à procura de uma vida melhor. Como ele não tinha documentos, teve de ir a salto (escondido), com uns contrabandistas. Foi- se embora de Castelo Branco durante a noite, pois, como iam ilegais, caminhavam de noite. Uma vez os guardas viram-nos e eles começaram a fugir. Mas conseguiram apanhar o meu tio e, devido a não ter os seus documentos, foi preso. Passou a noite preso e, de manhã, para poder sair, deu ao guarda o dinheiro que trazia consigo, quinhentos escudos.

Depois o homem que os guiava foi buscá-lo e levou-o de volta para ao pé dos outros. À noite, voltaram a caminhar e, até chegarem a França, não tiveram mais nenhum contratempo.

 

Mariana Lourenço

publicado por turma9a-ap às 23:05

Nos anos 70, século XX, o meu avô Adelino, movido por questões económicas, foi obrigado a emigrar para Luxemburgo, deixando a família em Portugal.

A viagem de Portugal ao Luxemburgo fez-se com bastantes sobressaltos, porque o comboio teve um descarrilamento. Neste acidente, várias foram as pessoas que faleceram, entre as quais amigos do meu avô. Porém, ele chegou são e salvo ao seu destino. Esteve em Luxemburgo cerca de dois anos, onde trabalhou como pedreiro. Mas, como as condições climatéricas eram desfavoráveis ao problema de ossos do meu avô (reumático), ele viu-se obrigado a regressar a Portugal. Chegando a Portugal, voltou para ao pé da família que tinha deixado e procurou de novo trabalho, mas agora no seu país.

 

 Mariana Lourenço

publicado por turma9a-ap às 23:01

A vinte de Abril de 1959, nasceu um bebé, em Penha Garcia. Era o meu pai, filho de gente humilde e honesta. A sua habitação era feita de pedra e barro, sem água canalizada, nem luz eléctrica. A sua alimentação era cozinhada ao lume da lareira. Comiam-se os produtos extraídos da terra, como por exemplo batatas, feijão, couves, cebolas, saladas, tomates, etc., e produtos de origem animal: carne, leite e queijo.

Os tempos livres eram ocupados a brincar com os amigos vizinhos, em diversos jogos: ao apanha, ao berlinde, ao arco, aos escondidinhos, ao pise, à bola. No Verão, passavam quase todo o tempo na ribeira a nadar e apanhar peixe à marra.

Quando estava doente, ia ao barbeiro da aldeia, que era quem sabia das mezinhas farmacêuticas caseiras.

Naquela altura, o vestuário era feito pelas costureiras e outras pessoas da aldeia.

Os transportes eram o burro e o cavalo.

Ouvia-se a rádio a pilhas.

O dia-a-dia resumia-se a tomar banho, ir à escola e à catequese, brincar e ajudar os pais na horta ou a guardar os animais.

O meu pai, na sua infância.

 

 

 

 

Elisabete Canilho

publicado por turma9a-ap às 22:15

27
Mai 09

Os meus avós maternos, durante os anos 60, viviam na Taberna Seca, concelho de Castelo Branco.

Cada vez que tinham necessidade de se deslocar a Castelo Branco, quer para ir ao médico ou ir tratar de assuntos pessoais, tinham de se deslocar a pé, por caminhos em muito mau estado. Por vezes, para atalharem, tinham de andar a subir montes.
Só os mais ricos é que tinham carros e havia falta de transportes públicos. Os poucos que existiam eram caros e as pessoas não tinham dinheiro para andar neles.
 
 
 
Ricardo Barata
publicado por turma9a-ap às 21:00

Os meus avós maternos, durante grande parte das suas vidas, viveram numa aldeia nos arredores de Castelo Branco, chamada Taberna Seca.

Para se alimentarem, tinham de trabalhar todo e dia e ainda cultivar alguns alimentos. Não tinham tempos livres, pois passavam o dia todo a trabalhar. Quando havia algum problema de saúde, tinham de vir a Castelo Branco.
A nível da educação, a minha avó pouco tempo foi à escola, pois o seu pai precisava de ajuda com o rebanho de ovelhas. O meu avô andou na escola até ao segundo ano.
Quando precisavam de ir a Castelo Branco ou até ao registo, que era em Benquerenças, iam a pé.
Não tinham televisão, nem rádio, pois eram coisas bastantes caras.
As suas vidas baseavam-se em trabalhar para ganhar dinheiro para se sustentarem. A minha avó era lavadeira, mas também ia ajudar na ceifa, para ganhar mais dinheiro. O meu avô trabalhava na metalomecânica e, para ganhar mais dinheiro, fazia a limpeza das oliveiras.
Ao fim de alguns anos e de muito suor derramado, compraram uma casa, em Castelo Branco, e assim as suas vidas melhoraram.
 

 

Taberna Seca - Castelo Branco - Igreja Matriz

 
Ricardo Barata
publicado por turma9a-ap às 20:50

26
Mai 09

 Os meus avós emigraram para a França, clandestinamente, onde permaneceram vários anos. O meu avô começou por trabalhar na construção civil, mais tarde foi trabalhar para uma fábrica de açúcar. Era um trabalho muito duro, em que ele trabalhava 16 horas seguidas sem parar. A minha avó, nos primeiros 7 anos, não trabalhou, devido a problemas de saúde. Ela não conseguia habituar-se ao clima e estava sempre internada no hospital. Foi operada ao coração e, mais ou menos nesse período, ela teve 2 filhos (primeiro o meu pai e depois o meu tio). A minha avó regressou a Portugal com os dois filhos e o meu avô permaneceu mais uns anos na França e depois regressou a Portugal. O pouco dinheiro que eles ganharam, na França, deu para construir uma casa nos Pereiros, uma aldeia da freguesia de S. Vicente da Beira e do concelho de Castelo Branco.

 

 

A minha avó Maria Carminda Varanda Rodrigues

 

 

 

O meu avô Manuel Rodrigues.

Hélder Rodrigues

publicado por turma9a-ap às 23:07

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